sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Shabbat Shalom e um Feliz 2011

Um dos símbolos do judaísmo a árvore e a alvorada.
Desejamos um Feliz Ano Novo de 2011 a todos, que este novo Ano que começa seja para todos uma porta que se abre para a esperança o coração dos homens e um mundo Renovado,
Que Yeshua em nome de HaShem traga a todos a fé e bençãos de que tanto necessitam os mais pobres e esquecidos deste mundo.
Também desejamos ao nossos irmãos na fé (judeus, messianicos e hebreus-católicos) um Shabbat Shalom a todos, visto que neste ano, a entrada do novo ano ocorre num Sábado (Shabbat) e isso para nós é uma dupla comemoração.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Rebe

Gostaria de vos escrever apenas algumas palavras em homenagem a um grande Rabi Ortodoxo chamado O Rebe, para muitos católicos surgirá a pergunta, mas o que isso tem a ver com o cristianismo ou com o catolicismo? Aparentemente nada, mas  como disse o Papa João XXIII é maior o que nos une do que aquilo que nos separa e o que nos une é D-us e a Toráh. A história e a sabedoria deste homem são paradigmáticas de uma grande alma, que trouxe ao outros luz, O Rebe foi o 7º e último líder do movimento "Chabad Lubavitcher" um movimento místico ortodoxo.
Menachem Mendel Schneersohn (em hebraico מנחם מנדל שניאורסון,) nasceu na Ucrânia em Nikolayev, 18 de abril de 1902  e faleceu com 92 anos em Nova York, 12 de junho de 1994) Menachem era um Rabino Ortodoxo, nascido numa família de tradição Rabinica, seu pai e seu avô materno eram Rabis.
Era muito culto tendo sido incentivado por seu pai a estudar Ciências, Línguas como o inglês, latim, italiano, francês e georgiano, para além claro das Escrituras sagradas da Toráh e do Talmud, e o estudo da tradição da Halachá (em hebraico הלכה).
Na recém criada União Soviética, a comunidade judaica e o movimento Chabad Lubavitcher tiveram na pessoa de Menachem Mendel a liderança para manter viva a comunidade diante das perseguições comunistas que fecharam sinagogas, escolas e lideres judeus eram presos.
Em 1929 casou-se com Chaya Mishka e muda-se para Berlim para estudar Filosofia e Matemática, mudando-se para Paris em 1933 após a ascensão do Nazismo, e com a invasão da França pelos alemães na II Guerra, o casal foge para Lisboa 1941, tendo estado algum tempo em Portugal onde deixou grandes ensinamentos e saudades na comunidade judaica portuguesa e emigrou no mesmo ano para os Estados Unidos da América, sentindo a dor de milhares de judeus por ter perdido muitos dos seus familiares e amigos no holocausto.
Num dos seus discursos disse: "Os três amores de nosso povo - o amor a Deus, o amor pela Toráh e o amor pelo nosso semelhante - são na realidade um único e mesmo amor". Deixou uma grande obra escrita de livros, cartas e artigos, celebrizou-se como um dos mais importantes lideres religiosos do século XX, a sua fama atravessou fronteiras, ultrapassou barreiras de raça, cor e credo, sendo admirando e estimado em todo o mundo.
Exorto-vos a procurarem saber mais sobre este grande homem que sendo judeu e um grande temente a D-us, a visitar as páginas da Chabad Lubavitcher.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Novo Design do Blog

Página antiga do blog

Após seis meses de edição, deste blog, procedemos a uma remodelação do visual, tornando-o mais atrativo e mais fácil para os leitores consultarem, enviarem os seus comentários e partilhar nas redes sociais.
Este blog nasceu em Junho de 2010, tendo vindo a suscitar algum interesse em vários países como o Brasil, EUA, Portugal, Argentina, Venezuela entre tantos outros em cinco continentes, que buscando as origens judaicas da Igreja, tem vindo a engrossar as fileiras de leitores, é para nós uma grande bênção. Um grande bem haja.
E não podemos deixar de agradecer a vossa colaboração ao longo destes seis meses, mas pedimos sim a opinião de todos os leitores para que esta nova remodelação do blog, receba a critica construtiva de acordo com a vossa vontade e acreditando que podemos contar sempre convosco e que na medida do possível ajudem a divulgar este projeto e a ideia da restauração das tradições da Igreja do Iº Século.
Esperamos ainda que este novo modelo feito com a vossa colaboração possa ser mais estável, mais informamos que vamos proceder ao uso do acordo ortográfico da língua portuguesa celebrado entre todos os países da CPLP que falam o português como língua oficial para agradar assim a todos os leitores.
Esperamos ser sempre úteis na partilha das ideias e da fé comum que nos une em diversos países.
Aproveitamos para desejar um Feliz Ano Novo de 2011 a todos os leitores.

Primeiro logótipo do blogue / junho de 2010
Segundo logótipo do blogue
Novo logotipo

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal a todos

Feliz Natal  חג מולד שמח
A todos que nos acompanham, que nos apoiam, que nos aconselham e que sobretudo crêem neste projecto, um grande voto de um Natal Feliz, e que D-us ilumine cada vez mais o mundo segundo a luz de Yeshua.

A História

Na antiguidade do Império Romano, celebrava-se a 25 de Dezembro a festa de Solis Invictus, que era uma festa de rito pagão do solstício de Inverno, com o advento e ascensão do Cristianismo católico, a Igreja tenta apagar os vestígios pagãos, dando um significado cristão às festas, passando a usar o dia 25 de Dezembro para simbolicamente comemorar o nascimento do Messias o Salvador. Isto ocorreu apenas no Séc. IV, logo a origem do Natal não é de facto bíblica. Mas com o propósito de cristianizar foi encarado como sendo válido, inclusive o meses de Kislev e Tevet (Novembro a Janeiro) são meses frios e chuvosos, e isso contrasta com a presença de pastores referidos segundo a Bíblia na altura do nascimento de Jesus. logo a data de Dezembro é apenas simbólica do nascimento de Jesus, pois o menino Messias terá nascido alguns meses antes.


Os Símbolos Natalícios.

Os símbolos religiosos dos primeiros cristãos, fosse para que celebração fosse, eram sempre os símbolos judaicos, mas com o tempo e a expansão do cristianismo e a separação deste face ao judaísmo, começaram a aparecer novos símbolos inclusive os do Natal, por exemplo a Árvore de natal é mais recente vinda do norte da Europa, terá tido provavelmente origens da religião e tradições druídicas, hoje está comumente associada ao Natal, mas também com um forte sentido consumista, perdendo o seu conteúdo religioso.
O Pai Natal ou Papai Noel também é a desvirtuação de um santo católico, Nicolau, que terá nascido na Turquia, chegando a ser Bispo em Mira na Grécia, tendo morrido em Bari na Itália onde se encontra o seu sepulcro.  Nada tem a ver com um gordinho de barbas brancas, de vermelho, vindo da Lapónia num trenó puxado por renas, nada disso. Até o vermelho é fruto de uma campanha promocional feita pela Coca-Cola em 1906, vestindo o bispo de vermelho para vender a milagrosa bebida.
Nos países católicos, manteve-se por muito tempo uma grande resistência a esse natal consumista, o espaço era para o Menino Jesus, que era quem dava as prendas, Maria e José mais o menino estavam presentes no Presépio, que foi inventado por São Francisco de Assis, a consoada reunia as famílias, havia a Missa do galo, mas tudo isso tem vindo a desmoronar com um Natal capitalista, onde até os Chineses, fabricam  árvores de natal e enfeites de natal para espalhar pelo mundo.

Mas como cristãos, devemos saber resistir a tudo isto, e comemorar em nossos lares, de forma verdadeiramente voltada para D-us e Yeshua, num espírito de renovação, fé e esperança.


Um feliz Natal a todos.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Duas Laranjas

Hoje fui à praça, ao sair vi um rapaz que aparentava uns 29 ou 30 anos a pedir. De tudo o que levava a única coisa que lhe podia dar era uma laranja, (não costumo dar dinheiro, porque nunca sei aonde vai ser aplicado e alimentos são mais úteis). Assim fiz, abri o saco das laranjas e tirei 2 que lhe dei. Quando não foi o meu espanto ao ver os olhos do rapaz a olhar para as laranjas com um olhar guloso como se lhe tivesse dado um manjar. Realmente é tão fácil fazer alguém esquecer por momentos ávida amarga que tem!!! Olhou para mim com um sorriso e um olhar de menino a quem lhe tinham dado um presente! Eu só lhe tinha dado 2 laranjas!!! Este episódio faz-me pensar como andamos nesta quadra atarefados com prendas e mais prendas, luzes, ás vezes com uma pontinha de tristeza por que não podemos comprar um presente que queríamos mas é caro e esquece-mo-nos que o melhor presente de natal não se compra dá-se. Todos damos e recebemos, eu dei 2 laranjas, mas recebi um rosto feliz por momentos. Estes deveriam ser os únicos presentes de natal que nos deviam preocupar, afinal são os únicos que não se compram mas que todos nós necessitamos.
Peçamos ao senhor que neste natal nos ajude a fazer gestos de felicidade.

Um abraço Ilda

Os Botões

Estava eu a pregar botões e a pensar que damos pouca importancia a um botão, mas temos que escolher o botão igual aos demais para que resulte no conjunto. Há diversos tipos e feitios de botões, mas por mais bonitos que sejam se não forem iguais aos outros, não servem para aquele peça de roupa. Por um botão pode ser que tenhamos de retirar todos os outros para que fiquem todos iguais e possamos vestir a roupa. Deixando o meu pensamento voar, eis o resultado: cada um de nós é “um botão”, há de todos os feitios, uns mais vistosos, outros mais simples, mas um faz a diferença, só aquele ficará bem naquele lugar.
Muitas vezes julgamos que um de nós sozinho não muda nada, mas se passar uma ideia vai haver quem esteja de acordo e assim nascerá algo de bom para a humanidade será a peça com os botões em harmonia que se poderá vestir. Todos somos necessários há que saber escolher sem excluir ninguém, para cada peça de vestuário os botões são diferentes e todos ficam bem em cada peça. Se cada um de nós passar a nossa fé com palavras e com obras a todas as pessoas que podermos veremos que o mundo melhora e cada um de nós irá agrupar-se numa obra e quando o senhor chegar estaremos todos em harmonia (tal como os botões da nossa roupa) que ele poderá “ vestir” segundo a sua vontade!!!
Como o mundo seria feliz de déssemos importância a cada ser humano!
Peçamos ao Senhor a graça de sabermos dar importância ao outro.
Um abraço Ilda Guerreiro

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Nascimento de Yeshua (Jesus)

Acontecimento fulcral na História da humanidade, é o nascimento de Yeshua HaMashia que comumente chamamos de Jesus Cristo, Jesus de Nazaré ou tão somente Salvador.
Aquele que veio e que foi, o enviado do Senhor Nosso D-us, veio preparar o caminho da salvação para toda a humanidade, e não apenas para um numero reduzido de Pessoas, ou apenas para o povo judeu. O Projeto de D-us é desde o inicio o projeto para a humanidade, Ele é o D-us da História.
Yeshua ישוע é para o Mundo moderno uma referencia cultural, e o Natal hoje em dia  está a dissociar-se da referencia do nascimento do Messias, por razões meramente comercias, São Nicolau, ou melhor a metamorfose desse santo já transformado em Pai Natal, é quem ocupa o lugar. Não se sabe ao certo a data do nascimento de Cristo, mas sabe-se que não foi a 25 de Dezembro, documentos da época de Herodes, em que se fez um recenceamento que obviamente não poderia ter tido lugar em dezembro, mas que calhou na altura da festa das cabanas o que teria sido mais ou menos em Setembro.
O que se comemorava já na altura do Império Romano era o Solstício de Invérno, que é um fenómeno astronómico que marca a chegada do inverno, a festa obviamente era pagã, o que fez com que a Igreja ao passar a dominar a sociedade, tentasse apagar os vestigios pagãos cobrindo de sentido cristão as festas que eram feitas em honra do sol, ou de outros deuses romanos e gregos, com o natal conseguiu, mas com o passar do tempo o Natal veio perder também a sua característica cristã, e ganhou um significado negativo ao estar associado ao consumo de forma excessiva.
Nos países comunistas chegou a ser proibido, as pessoas que tivessem um presépio ou uma árvore de natal em sua casa poderiam sofrer algum tipo de represálias. No entanto a arvore de natal também não é um símbolo cristão, é isso sim um simbolo da religião dos druídas que acreditavam que as pessoas quando morrecem iriam passar a viver nas árvores. Hoje em dia a simbologia é meramente comercial e decorativa.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A Pedrinha

Confie...
As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a D-us.
Momentos difíceis, busque a D-us.
Momentos silenciosos, adore a D-us.
Momentos dolorosos, confie em D-us.
Cada momento, agradeça a D-us.

Enviado pelo nosso irmão na fé Márcio Ekex Silva.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hoje é a noite da 8ª Vela de Hanukkáh

A Hanukkáh Católica
As oito velas de Hanukkáh mais a do meio a auxiliar.
A Hanukkáh era uma festa de dedicação à purificação e exaltação do Templo, e toda a comunidade judaica a comemorava com alegria e jubilo. Jesus Cristo (Yeshua HaMashia) também a praticava como toda a comunidade dos primeiros cristãos do Século I. Hanukkáh quer dizer "dedicação", neste caso dedicar o Templo a D-us e purifica-lo de toda a Idolatria.
Por Isso vamos nós Católicos também comemorar esta "Festa das Luzes" acendendo hoje oito velinha, mesmo para quem não tem a Hanukiah (candelabro especifico para esta festa) não faz mal, pode acender oito velinha, na realidade 9 porque a primeira não conta é a "Shumash" a auxiliar para acender as outras 8.
Ponha-as em fila e acenda uma de cada vez. faz-se uma oração antes pode ser na sua língua natal se não souber suficientemente hebraico e diga a seguinte oração:
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Chanucá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech Haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá.
A todos um feliz Hanukkáh e que HaShem nosso D-us vos acompanhem, em nome de Yeshua HaMashia(Jesus Cristo) e na Unidade do Huah HaKodesh (Espírito Santo) Amen.

sábado, 4 de dezembro de 2010

FELIZ HANUKKÁH A TODOS

A Todos os filhos de D-us, de modo geral aos Cristãos de todos os quadrantes: Católicos, Ortodoxos, Protestantes, Pentecostais e Judeus-Messianicos, e de modo particular aos judeus (O Povo Eleito) Desejamos
um feliz e Santo Hannukah de 5771 (25 de Kislev)

Judeus, Nohaítas e outros crentes.

Os judeus consideram a sua religião a única para os judeus; porém, jamais condenam, os devotos de qualquer outra fé. Diz-nos o Talmud: “Os justos de todas as nações merecem a imortalidade”.
Acreditam eles em certos conceitos éticos essenciais: decencia, benevolência, justiça e integridade. A estes consideram verdades eternas, mas sem se arrogarem o monopólio dessas verdades, pois reconhecem que toda grande fé religiosa as descobriu. Era o que Rabi Meir tinha em vista quando, há cerca de dezoito séculos, afirmou “O Gentio que segue a Toráh não é inferior ao nosso Sumo Sacerdote”.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Advento

Entramos neste Domingo no Advento, um tempo de ESPERA POR EXCELÊNCIA. Mas afinal o que esperamos nós?. Há os que esperam LUCRO (os tempos são de crise e nesta época todos dão presentes, há que aproveitar). Os que ESPERAM QUE PASSE DEPRESSA NÃO GOSTAM DO NATAL PORQUE NÃO LHES DIZ NADA , TÊM QUE DAR PRENDAS POR OBRIGAÇÃO, os que ficam MAIS TRISTES porque não têm NADA PARA DAR E RECEBER e na noite de Natal sentem-se mais sós. Os que comemoram mais uma vez o nascimento DAQUELE MENINO ESPECIAL, fazem festa com a família dão prendas com carinho e ficam felizes assim. MAS O SENHOR NESTE PRIMEIRO DOMINGO DIZ-NOS : “Chegou a hora de nos levantarmos do sono, a noite vai adiantada, a manhã está próxima”e ainda “ Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca VEIO O DILÚVIO E NÃO DERAM POR NADA”, também, nós não vemos o menino a chegar em cada criança MALTRATADA VÍTIMA DA INFÂMIA E DE TODA A ESPÉCIE DE CRIMES E PECADOS, CONTINUAMOS COM A NOSSA VIDA DE SEMPRE “Comemos e bebemos”, andamos adormecidos a pensar nas prendas, habituados a ouvir relatos de horrores feitos a quem não tem capacidade de defesa, Não fazemos a nossa parte para alertar as consciências, Também virá o “Dilúvio” e o dono da casa e Nós não daremos por nada, Não estávamos vigiantes, a trabalhar. O que posso fazer? Rezar e sempre que possível mostrar a minha indignação e levar os outros a pensar que em cada criança está o D-us - Menino!

domingo, 21 de novembro de 2010

Moldávia - o berço do Judaísmo Messiânico


O moderno Judaísmo Messiânico nasceu no século XIX no ano de 1886 na cidade de Chişinău, que é capital da atual República da Moldávia, a primeira Congregação Judaico-Messiânica Moderna, foi inaugurada por Joseph Rabinowitz. Devemos no entanto salientar que o Judaísmo Messiânico não tem comunhão com a fé Católica, apenas reconhece Yeshua HaMashiah como o Messias.
No entanto foi um passo muito importante na restauração das tradições judaicas do cristianismo, bem como serviu de modelo em todo o mundo, só 70 anos depois surgiria o Movimento dos Hebreus Católicos em Israel, mas que não deixa de ter muito em comum, em especial as festas judaicas, alimentação Kosher, Shabbat, o estudo do hebraico, as leituras da Torah, só ficando de fora o reconhecimento do Papa e das tradições católicas, que também são observadas por nós Hebreus-Católicos.
O Judaísmo Messiânico é portanto a primeira fase no desenvolvimento histórico do autêntico Judaísmo Bíblico. É a religião de Avraham, Moshê, David, e dos profetas, cumprida pela vinda de Yeshua HaMashiach.

Papa Critica Sentimento Anti-Clerical

Na visita que se iniciou este sábado a Espanha, e que começou na Galiza, o papa viu um feroz sentimento anti-clerical, de pessoas que não crendo também não respeitam quem crê, quem tem fé, pessoas que mostram na verdade o sinal dos tempos, o laicismo agressivo e gratuito contra a igreja, os seus fiéis e também o Papa.
Não poderão argumentar os erros da igreja e em particular de alguns dos seus membros que agiram contra a fé e a norma religiosa e moral da própria igreja católica, pois o erro de uns não pode e nem deve justificar o erro de outros.
Bento XVI assegurou ainda no avião que é em Espanha onde se vive a batalha decisiva entre fé e razão, establecendo uma relação de choque entre a fé e o “laicismo agressivo” na Espanha actual que é hoje igual ao anticlericalismo da Segunda República Espanhola.

domingo, 10 de outubro de 2010

Orar

O Apóstolo São Paulo exorta-nos a ORAR. Mas será que o sabemos fazer? Como cristãos pensamos que sim, mas se pensarmos como o fazemos veremos que ainda nos falta uma “longa caminhada”. Para Rezar é necessário Fé, Amor, Paz e Aceitar a Vontade de D-US. Nós muitas vezes vamos orar pedindo ao Senhor que dê o castigo que julgamos que os outros merecem, falta a PAZ. Outras vezes rezamos quando estamos em desespero de causa, falta a FÉ, pedimos muito agradecemos pouco falta o AMOR e dificilmente ACEITAMOS A VONTADE DE DEUS!!!

Cada oração deveria ser um encontro íntimo como o nosso D-us, em que Ele falava, nós Escutaríamos, porque se escutássemos entenderíamos QUE A SUA VONTADE É SEMPRE O MELHOR PARA NÓS.

Quando a nossa oração for simplesmente” SENHOR EU TE AMO AJUDA-ME A ACEITAR SEMPRE A TUA VONTADE” então teremos uma ORAÇÃO FORTE, com FÉ PAZ AMOR E ACEITAÇÃO. Durante o dia elevaremos para Ele o nosso pensamento, quase sem dar-mos por isso, será um acto natural e NO PRINCIPIO E FIM DE CADA DIA iremos ao seu encontro, num momento mais repousado, fazendo o balanço desse dia e diremos “SENHOR AINDA NÃO FOI TÃO BOM COMO PODERIA TER SIDO, POR ISSO PEÇO-TE PERDÃO E FORÇA PARA AMANHÃ PODER ACEITAR MELHOR A TUA VONTADE. Muitas vezes achamos que para rezar é necessário ter tempo disponível e fazer grande orações, o tempo nunca chega HÁ SEMPRE ALGO QUE AINDA NÃO FIZEMOS, A ORAÇÃO MUITAS VEZES É FEITA SEM “O CORAÇÃO”.

Peçamos ao Senhor como os apóstolos “Senhor ensina-nos a orar”.

Ilda Guerreiro

domingo, 19 de setembro de 2010

Sucot סוכות Festa das Tendas

A Festa das Tendas é uma festa judaica chamada Sucot סוכות, que foi outorgada pelo Senhor HaShem que pediu a Moisés em Lv 23,33, para que os israelitas se alegrassem na presença de D-us fazendo cabanas, e que pousassem nelas por sete dias e sete noites, nas quais recordariam assim suas origens e os quarenta anos de peregrinação no deserto.
Sucot inicia-se a dia 15 de Tishrei no calendário judaico. Também conhecido como Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas ou, até, festa das colheitas visto que coincide com a estação das colheitas em Israel, no começo do Outono. É uma das três maiores festas, conhecidas como Shalosh Regalim, onde o povo de Israel peregrinava para o Templo de Jerusalém.
Para a tradição cristã os Hebreus-Católicos também festejam esta data, onde o seu significado é acrescentado ao sentido salvífico de Yeshua HaMashia na sua primeira vinda à Terra, para salvar os gentios que até então estavam fora da Aliança Abrahamica, isso vemos no capítulo 7 do evangelho de João, onde a participação de Yeshua Ben Yosef que, no último dia da festa, o mais solene, de pé proclamava: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Aquele que crê em mim, do seu interior jorrarão rios de água viva." (Jo 7, 37-38).
Mesmo fora dos Hebreus-Católicos há o MAM Movimento Aliança de Misericórdia que sendo Católico tradicional celebra esta festa, testificando as origens judaica da fé católica romana.
Durante esse encontro todos os membros do Movimento Aliança de Misericórdia são convidados a sair de suas casas e se reunirem em louvor e adoração a Deus para relembrar suas origens espirituais do judaísmo e para que em seus corações aconteça um novo pentecostes, tal como os hebreus-católicos os membros do MAM não são proselitistas e não defendem a conversão dos judeus, pois já são o povo eleito, no entanto são aceitos caso queiram de livre vontade entrar no catolicismo e no movimento.
Que estas festas das cabanas também chamadas de Sucot seja um prenuncio de reaproximação de cristão e nossos irmãos mais velhos os judeus, dos quais temos sempre muito a aprender da sua fé milenar. Sucot Tová

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Yom Kipur Hebreu-Católico


Seder Católico do Yom Kipur 
O Dia da Expiação, o dia em que o julgamento de Deus é acreditado para ser selado para o próximo ano. 
Os dez dias entre Rosh Hashonah e Yom Kipur são chamados os Dias de Penitência. É um tempo de arrependimento e reparação das coisas que temos feito de errado, especialmente para o nosso próximo, e pedir o perdão de Deus.
Para todos acima dos treze anos de idade, o Yom Kipur é um dia de jejum, sendo que o jejum estimula a humildade e o arrependimento, disciplinando o corpo e esclarecendo a mente ao examinarmos a nossa conduta e pensamentos.
Na sinagoga, o antigo Kol Nidre (absolvição de todos os votos) é cantado e a confissão dos pecados como nos é ordenado em Levítico 26:40 é feita. 
Em casa, as velas são acesas como  memorial para os membros da família que já morreram. A oração dos enlutados com o Kaddish e o sopro do Shofar celebram o fim do dia de Yom Kipur.
Tenho continuado a manter o Yom Kipur como um dia de jejum e penitência, não para mim, mas para o povo judeu, especialmente aqueles que se afastaram de Deus. 
Também se acendem velas e e oferecem-se orações e missas pelos entes queridos que faleceram, mesmo sendo o único feriado que se celebra  sem comida e festas.
Nós oferecemos nossas orações como podemos concluindo o jejum na refeição da noite.
 
Serviço Religioso
Mãe acende as velas e diz:
Bem-aventurado és tu, ó Senhor, nosso Deus, Rei do Universo,
que nos santificaste com o sangue de teu Filho e

nos escolheste para acender as luzes para o Dia da Expiação.
Bendito és Tu, ó Senhor, nosso Deus, Rei do Universo, que nos manteve na vida, e nos preservou, e nos permitiu chegar até aqui.
Pai: Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus, o Senhor é um.
Todos: Bendito seja seu soberano, glorioso nome para sempre e sempre.
Pai: Com amor eterno, Tu amas os filhos de Israel; pela lei e os mandamentos, estatutos Tu nos tens ensinado o julgamento, enviaste Teu Filho, Yeshua, para viver, ensinar e morrer entre nós.No terceiro dia, ressuscitou Tu o glorificaste diante deles. 
Agora, ó Senhor, pedimos-te que olhes para o teu povo, para estenderes a Tua misericórdia para eles e para nos abrir os olhos à tua verdade.
Criança: Tu és poderoso para sempre, ó Senhor, Tu é que dás aos mortos e poderosos a salvação.
Criança: Quem é semelhante a Ti, ó Senhor dos atos poderosos, e que pode ser comparado a Ti, ó rei, que mata e restaura a vida e faz brotar a salvação.
Criança: Tu és santo e Teu Nome é santo e sagrado, Te louvo por todos os dias.
Todos: O Senhor dos Exércitos é exaltado em juízo e o Santo Deus é santificado em justiça. Bendito és tu, ó Senhor, o Rei Santo.
Pai: Tu escolheste e amas o teu povo, ó Senhor, e dando o Dia da Expiação para o perdão, arrependimento. 
Por causa do Teu Filho, Yeshua, e para a glória do Teu Nome, lembra-te do teu povo e faz-nos sermos merecedores do Teu Reino.
Todos: Bendito és Tu, ó Senhor, que fazes a paz.
Pai: Nós todos reconhecemos nossa pecaminosidade Senhor:
Criança: os pecados que cometemos do nosso próprio livre arbítrio; pelos pecados que cometemos involuntariamente.
Criança: Por pecados que tenham cometido pelos nossos lábios, pelos pecados que cometemos em nossos corações.
Criança: Por pecados que nós cometemos os nossos vizinhos, pelos pecados que cometemos em desprezar os pais e professores.
Criança: os pecados que cometemos em presunção e erro, pelos pecados que cometemos por falta de castidade.
Criança: os pecados que cometemos por contentiousness; pelos pecados que temos cometido por inveja e talebearing.
Pai: Para todos estes, ó Deus, do perdão, perdoe, perdoe-nos, dai-nos expiação. 
Pedimos isso em nome de Yeshua, Teu Filho, que vive e reina contigo e Ruach HaKodesh, um só Deus, agora e para sempre.
Todos: Amen.
Enlutado Kaddish: para ser recitada depois de acender vela memorial
Ampliado e santificado seja seu grande nome no mundo que Ele criou segundo a Sua vontade. Ele pode estabelecer Seu reino em sua vida e em vossos dias, e na vida de toda a casa de Israel, de forma rápida e em um momento próximo.
Deixe seu grande nome seja abençoado para sempre e sempre.
Bendito louvado e glorificado, exaltado, exaltado e honrado, louvado e adorado, seja o Nome do Um, bendito seja Ele, além de todas as bênçãos, hinos, louvores e canções que são pronunciadas no mundo.
Que haja paz abundante do céu, e vida para nós e para todo o Israel.
Que Ele que faz paz nas suas alturas, faz a paz para nós e para todo o Israel, e dizei: Ámen.

adaptado de AHC Associação dos Hebreus Católicos / Yom Kipur

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Elias Friedman, o Fundador da AHC

11 de Março de 1916: Nasce na Cidade do Cabo, na África do Sul, de uma família judia. 1940: Ofereceu-se como médico na Corporação Medica Sul-Africana Medica. 05 de Agosto de 1943: É baptizado na ICAR - Igreja Católica Apostólica Romana 29 de Junho de 1953: Foi ordenado sacerdote, na Catedral de Avignon, em França 07 de Setembro de 1954: Chegou ao Monte Carmelo, na cidade de Haifa Israel, como Frade Carmelita 11 de junho de 1999: Passa à eternidade Frade Elias Friedman, OCD, Padre Carmelita descalço, viveu no Mosteiro de Stella Maris no Monte Carmelo, Israel até o ano de seu falecimento em 1999. Nascido em 1916 em uma família judia na África do Sul, Jacob Friedman se formou na Universidade de Cidade do Cabo em 1938. Em 1943, enquanto servia como médico no Corporação Médica Sul-Africana, ele entrou na Igreja Católica, quatro anos mais tarde, tornou-se carmelita e viu seu primeiro livro, "O Resgate de Israel", publicado pela Sheed and Ward, foi ordenado em 1953 e entrou em Stella Maris no ano seguinte. Criativo, sensível e versátil, o Padre Elias obteve distinção como autor, historiador das origens do Carmelo, linguista, tradutor, conferencista, músico e poeta aclamado internacionalmente. "Identidade judaica" (A imprensa Miriam, NY, 1987) foi fruto de uma vida de oração, estudo e mais de 40 anos de vida religiosa em Israel. A nova organização internacional fundada pelo padre Elias, a AHC, é uma manifestação precoce do grande discernimento espiritual contido neste trabalho. Num desenvolvimento paralelo, a Igreja, começando com o Vaticano II, foi rever a sua doutrina em relação aos judeus e ao Judaísmo. (O texto acima foi retirado da capa de "identidade judaica").

hiperligação: http//hebrewcatholic.org/index.html: (AHC Association of Hebrew-Catholics)

domingo, 5 de setembro de 2010

Rosh HaShana / Ano Novo Judaico

ראש השנה, שנה טובה 5771


Dentro de 4 dias, teremos uma grande festa, que será a festa do Ano Novo judaico, segundo a tradição o Ano Novo judaico é o aniversário da Criação, tendo D-us começado a contagem ao sexto dia, pois foi o dia da criação do Homem, que foi a unica criatura com capacidade da percepção de HaShem como Criador.

Chamado de Rosh HaShaná, que literalmente quer dizer "o primeiro do ano" e calha a 9 de Setembro, sendo que a Lua Nova aparece no pôr do sol de 8 de setembro e é quando se inicia um novo dia na tradição judaica, tal como o sábado é iniciado ao por do sol de sexta-feira e a semana começa ao por do sol de sábado.

A tradição festiva costuma, comer maçãs com mel, romãs, tâmaras como aperitivos em geral doces para representar um ano bom, e os pratos desse dia são em geral Cabeça de peixe, pois Rosh também quer dizer cabeça ou primeiro.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quem são os Judeus-Cristãos?

O que será de facto isso de Hebreus Católicos?
E o Judaísmo Messiânico? Quais os seus fundamentos?
Será uma nova seita, para nos trazer mais confusão e divisão ao cristianismo?
Será baseado na Bíblia?

Os "judeus messiânicos" eram todos os judeus que aceitaram que Yeshua era HáMashiach (O Messias)! Dentre os judeus messiânicos conhecidos na época, podemos citar todos os apóstolos, e crentes das primeiras comunidades, e portanto a sua origem é tão antiga quanto o próprio cristianismo, que ronda 2000 anos. Porém eram conhecidos por Nazarenos.

A comunidade (kehilat em hebraico) cristã era conhecida como "O Caminho" (Netivyah em hebraico) era formada por todos os judeus convertidos, que nasceram, viveram e morreram como judeus e mantiveram as suas identidades nacionais e religiosa, ou seja não deixaram de ser judeus.

No início do movimento os nazarenos, eram aceites como judeus, só após a guerra Romano-judaica iniciada por Bar Cockbá em 150 E.C é que se iniciou um processo lento de exclusão mútua. Mas que os messiânicos não aceitaram. Dos dois lados judeus e cristãos, houve sempre através dos séculos até os dias de hoje, judeus que eram messiânicos em segredo e cristãos que eram judaizantes em segredo. Pois os cristãos estavam proibidos de praticas judaicas sob pena de excomunhão.

O Novo Testamento, ou Brit Hadashá (Ratificação da Aliança) é a confirmação dos princípios da Toráh que nos foram legados pelo Eterno na Velho Testamento entregue a Moisés (Moshe) portanto o Novo Testamento não elimina a Toráh, e sim amplia e confirma os preceitos da "Lei"

Após a conversão dos judeus, eles tornam-se seguidores de Jesus (Yeshua) e foram chamados de "apóstolos", mas não deixaram de ser judeus. Mais precisamente "Judeus Messiânicos", pois eles haviam encontrado Yeshua (Jesus) e o reconhecido como o Messias!

O Judaísmo Messiânico não é nem nunca foi uma nova seita, pelo contrário os messiânicos eram "judeus" e achavam que os prosélitos (convertidos) deveriam tornar-se judeus e praticar todos os preceitos judaicos tais como circuncisão, alimentação kosher e o Shabbat.

No entanto o movimento "O Caminho", acabou por se dividir, havendo dois grupos principais, os "ebionitas" (do hebraico אביונים, Evyonim, "pobres") que visava conciliar a crença messiânica com os preceitos da Toráh os 613 Mitzvot, e foi fundamentalmente criado logo no inicio pelos seguidores de Jesus e Tiago o Justo, tendo estado em confronto com outro grupo liderado por "Shaul Benyamin / Paulo de Tarso" que era um grupo "antijudaízante" e que defendeu que os "gentios" não precisavam ser judaizados. Foi no concilio de Antioquia que os discípulos foram chamados de Cristãos, mas o termo era pejorativo. E acabou por ser o termo que determina o nascimento de uma nova religião não judaizada no séc. IV, quando reconhecida como religião oficial do Império Romano.

No desenvolvimento histórico dos Nazarenos que estavam divididos em dois grupos como vimos acima, ebionitas e paulinos, a teologia Paulina sobrepôs-se, isso fez com que os "judeus messiânicos" se desviassem do caminho inicial trazido pelo Mestre (Rabi Yeshua), e o que mais contribuiu para esse desvio foi a conversão de inúmeros gentios que ingressaram nas igrejas fundadas pelos apóstolos trazendo para o movimento as suas tradições gentílicas, e em alguns casos até pagãs, eliminando graduadamente os aspectos judaicos da fé cristã, e acabaram por deturpar a sã doutrina que lhes fora legada.

No início não havia a doutrina da Santíssima Trindade, Imagens, o culto do domingo, a infalibilidade papal, a oração de Maria (pois só se deveria orar a D-us), o terço, a proibição de ler a bíblia (algo inconcebível no judaísmo onde todos tinham de ler a Toráh a partir dos 13 anos) e nem o celibato obrigatório existia.

Nos primeiros 3 séculos da Era Comum, a Menoráh, a estrela de David, a Toráh, os tzitzit e o talit eram símbolos de ambas as religiões, a Pessach e o Shabbat eram igualmente festejados tanto por judeus nazarenos como por judeus tradicionais, o que prova a comunhão que existia entre ambos. Mas foi a partir do Concilio de Laodicéia que ficou definitivamente determinado que seria o Domingo o dia de descanso, e os cristãos foram ameaçados de excomunhão se praticassem o Shabbat e a Pessach com os judeus, já era a igreja oficial romana a começar o anti-semitismo.

Portanto o que podemos aferir é que HaShem O Eterno não quis fazer uma nova religião, e nem Yeshua também não pretendeu tal coisa, mas sim dar continuidade à velha aliança Abrahamica, Mosaica, dada através da Toráh. Confirmando e ampliando o cumprimento da mesma. O que significa então confirmar e ampliar o cumprimento da Toráh? Significa que D-us pretendeu estender a salvação a toda a humanidade, para tal teve de levar a luz da Toráh a todos os povos e terras do mundo, pois anteriormente só os judeus (o povo do livro e guardião da verdade) eram abrangidos. Jesus veio então como o salvador Yeshua HaMashaia, morreu por todos nós como mártir na cruz, pagando os pecados dos gentios que estavam fora da protecção da Toráh e da revelação divina e assim preparou a humanidade inteira para a sua segunda vinda. Quando vier segunda vez virá como o Mashaia dos judeus. É preciso compreender que os judeus não aceitaram Jesus, porque isso fazia parte do propósito de D-us para salvar o restante da humanidade, mas D-us não os abandonou mantendo a Aliança ao Povo Escolhido os Judeus.

No final do século XIX, foi fundada na Moldávia o movimento Judaico Messiânico, com uma comunidade em Chisinau, o movimento cresceu muito sobretudo nos E.U.A.
Os hebreus-católicos formaram-se a partir de judeus convertidos ao catolicismo, no século XX, com a orientação do Padre
Elias Friedman fundador da AHC Associação de Hebreus Católicos em Israel, que era judeu convertido
Só na segunda vinda de Yeshua os judeus reconhecerão o Messias, que será judeu. Isto mostra que o judaísmo messiânico seria a continuação do projecto de D-us iniciado com o povo de Israel, através de Abraão, Isaac, Jacob, José, Moisés, David, Salomão e Jesus Cristo.

Se pensar-mos de outra forma equivale a dizer que o Eterno Deus errou, pois teria que abolir a antiga aliança, e refazer um plano de salvação da humanidade, essa teoria seria heresia visto que na Brit Hadashá lê-se que D-us não se esqueceu do seu povo e não cortou a Aliança, como prova temos o moderno estado de Israel. É preciso que se tenha em mente que HaShem o Eterno, já tinha o seu plano de salvação elaborado desde a queda de Adão, nada escapa ao intento de D-us, nada é por acaso. HaShem o nosso D-us, o único D-us é um, e é o mesmo HaShem não muda, não nos abandonará. A única diferença é que na época Messiânica que virá, a humanidade inteira se converterá. O judaísmo não é uma filosofia, uma religião ou uma tradição, mas sim a adoração fiel a HaShem, a maneira correcta de guardar os preceitos de Nosso D-us A-do-nai.

Shalom Alechem

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Israel e Palestina discutem acordo de Paz

Após algum tempo, de silêncio e expectativas falhadas, e muito contra a vontade do Irão e do Hamas, Mahmud Abbas e Beniamin Netanyahu, sentam-se à mesa, para negociar a paz, mas uma paz que seja duradoura e que se concretize na criação e reconhecimento do Estado do Palestiniano.
Mas Israel e o mundo ocidental também saem a ganhar com a criação do estado palestiniano, a paz trará maior segurança e reaproximação entre os povos, e a entrada de Israel como membro de pleno direito da União Europeia poderá se realizar.
O mundo tem os olhos postos em Israel, desde a sua fundação como estado independente, devido ao barril de pólvora que é o Médio Oriente, desde o fim do Império Otomano.

por Filipe Leal

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A necessidade da Caridade

Todos temos tendência a convidar as pessoas de quem gostamos com as quais temos afinidades e sabemos que passamos um tempo agradável que nos ajuda a retemperar forças.
Isso é muito importante para todos nós, mas vem o senhor e diz-nos que deveríamos convidar quem nada tem, pois o tempo gasto com eles teria um sabor muito maior do que com os amigos!
Devemos “deixar o sofá” e partir ao encontro de quem precisa, muitos de nós fazemos voluntariado e sentimos um pouco o sabor da recompensa divina. mas transportarmos as palavras do evangelho de hoje também para a nossa vida espiritual vemos que no nosso dia-a-adia encontramos “coxos” “cegos” e “aleijados”, que estão “famintos de D-us”, esperando uma palavra nossa, um convite a um sorriso, a uma paz nunca antes experimentada! que fazemos nós? todos nós que nos dizemos cristãos vivemos mal a nossa fé, somos “cegos “ para os nossos pecados, por vezes vemos cristãos “coxos” na sua fé por que esta é muito superficial,” “aleijados na fé” falta-lhes o encontro íntimo com o senhor que os faz desejar permanecer mais e mais na sua graça. se cada um de nós falar sempre que puder, sem deixar passar a ocasião deste nosso maravilhoso D-us, ás vezes basta uma frase,( mas que dita na hora acerta pode levar os outros a pensar), vai então sentir um dia a recompensa divina na sua vida.
Por vezes pensamos “nem os de casa chego quanto mais aos de fora” e ficamos quietos isto é cair na tentação de nada fazer porque achamos que somos nós que fazemos!! devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance por que se todos os cristãos assim fizerem alguém chegará também aos nossos.
Os caminhos do senhor são insondáveis. quem faz é ele, nós somos apenas “instrumentos” seus. Se virmos em tudo a mão do senhor chegará a altura em que não mais seremos capazes de ficar calados. para o conseguir é necessário procura-lo várias vezes por dia mesmo no meio dos nossos afazeres, ao principio será criando momentos de elevação do pensamento, depois tudo me falo de ti senhor. outro dia ao passar por um jardim vi três arbusto plantados juntos e imediatamente me veio ao pensamento a santíssima trindade que invoquei. realmente o nosso pensamento parece que voa para D-us. como é fácil e quantas desculpas damos!!! quanto tempo desperdiçamos com pensamentos tão inúteis!!
peço ao senhor que nos ajude a segui-lo por todo a parte.

Ilda Guerreiro

domingo, 29 de agosto de 2010

Assunção

A festa da Assunção é o que celebra a resposta lógica de D-us para vencer o “dragão “ do mal, do pecado e morte que esteve presente em toda a vida de Jesus, desde a concepção até à Cruz.
Maria travou duras batalhas contra esse dragão, e sempre as venceu porque a sua essência estava unida a D-us. Maria era isenta de pecado, e
se José não tivesse “revestido pelo Espírito Santo”, como seria a vida de Maria?.
Ele que travou as mais duras batalhas pelo seu filho e foi com ele co-redentora da humanidade, esteve presente em todos os momentos importantes da vida de JESUS, e porque era a mulher que fugiu para o deserto e fazia o "deserto, dentro de si mesma, pôde sempre saber em cada momento o que o Senhor queria dela. Aceitou oferecer-se pela redenção.
Jesus foi o primeiro a ressuscitar, e depois foi seguido pelos que viveram com ele. Mas quem viveu mais intensamente foi a sua Mãe Maria, sempre atenta: "Fazei tudo o que Ele vos disser”, a resposta de Deus foi ressuscita-la de imediato. Como somos lentos de compreensão! Como temos todos uma capacidade nata para a dúvida! Se olharmos para Maria como a que nos aponta o caminho e tivermos um desejo profundo de um dia a podermos abraçar, mas DEIXA-MO-NOS LEVAR PELO “DRAGÃO DAS SETE CABEÇAS” E DUVIDAMOS!!! Peçamos a Maria que nos dê a sua força, para também vencermos “o Dragão”. Ilda Guerreiro

sábado, 28 de agosto de 2010

Cristãos Judeus-Messiânicos apoiam Israel

Olá Alexandre Freitas, Desculpe a nossa demora em responder às suas perguntas...
Infelizmente não sabemos indicar grupos de Hebreus-Católicos ou judeus messiânicos em Portugal, esperamos que encontre esta informação noutra fonte.
Veja a seguir algumas verdades sobre este povo, o povo escolhido por D-us, o Povo eleito.
Esperamos que esta carta lhe seja útil.

Shalom! Suzana Steiger

POR QUÊ APOIAMOS ISRAEL?

1 - Porque D-us continua fiel ao Seu povo (Is 49.16).
2 - Porque D-us escolheu este povo dentre os outros e os ama (Ex 19.5-6a).
3 - Porque a amizade do mundo é inimizade contra Deus, e hoje todo mundovolta-se contra Israel.
4 - Porque cremos na verdade completa das Escrituras e nas suas milhares de promessas para Israel (Ez 37). Cremos que o Antigo Testamento e o Novo Testamento formam um todo inseparável; no Novo Testamento aparece cerca de 70 vezes a palavra "Israel", não em sentido espiritualizado, mas literal.
5 - Porque Deus está a restituir os anos que foram consumidos a Israel, e nós somos colaboradores de D-us para esse fim. (Joel 2.25-26; Ez 36.34b-38; Is 40.1-2).
6 - Porque D-us procura pessoas que apoiem o Seu povo (Ez 22.30).
7 - Porque sabemos de nosso relacionamento vital com Israel. Jesus foi e continua sendo judeu, e disse que a salvação vem dos judeus. (Jo 4,22)
8 - Porque cremos que além do futuro nacional de Israel, Deus também tem preparado o seu futuro espiritual, que coincidirá com o da verdadeira Igreja de Jesus (Ez 37.9-14).
Ao observarmos o texto de Romanos 3:1-2 ("Qual é, pois, a vantagem do judeu? ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus"), verificamos que o único privilégio (ou responsabilidade) do judeu, ou do povo judeu (Israel), é o de ser povo escolhido por Deus. Entretanto, este mesmo povo judeu não está fora da responsabilidade de reconhecer a mensagem salvadora de Jesus Cristo. Isto é, o judeu carece tanto da graça salvadora de Deus quanto o gentio. Em Romanos 3:9-12 ("Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? não, deforma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há um sequer"), o apóstolo Paulo prova, a culpa do mundo diante de Deus.

Alexandre Freitas - Sintra / PORTUGAL Pergunta: Fui convertido ao Catolicismo Romano, mas sempre senti simpatia pelo judaísmo desde há muito tempo, descobri que antepassados longínquos foram judeus e se tornaram cristãos novos, gostaria de saber se há algum grupo de Hebreus-Católicos ou de judeus messiânicos em Portugal. Descobri apenas uma comunidade com quem iniciei contactos mas está em Leiria que é longe.

Cumprimentos Alexandre Freitas

domingo, 22 de agosto de 2010

Shoah - Não podemos esquecer nunca!

Shoah שואה, (Holocausto), a mais triste história da civilização europeia, que em 6 anos aniquilou 6 milhões dos nossos irmãos e amados judeus, e em honra e memória dos judeus perseguidos, presos e assassinados pelo regime nazista e seus aliados, devemos lembrar o mundo inteiro , para que não se esqueça e que não repita tamanho crime hediondo e até satânico, mas também é de lembrar todas as perseguições injustamente cometidas contra o povo judeu ao longo da história, como a inquisição, que durou séculos, inculcando o preconceito a mesquinhez, a baixeza de espirito de pseudo cristãos contra o povo eleito, os seus algozes movidos por um ódio que só é entendido como a acção satânica para impedir a vinda do Mashaiah ao mundo, pretendeu sempre e em todos os tempos eliminar no mundo a semente da palavra de D-us (Torá) através da eliminação total do povo de D-us o povo Hebreu. A verdade é que nunca tal acontecerá porque D-us provou ao reerguer Israel que está com o seu povo até ao fim.
Portanto o anti semitismo, o preconceito, a xenofobia, o racismo, contra todas as minorias, credos, raças etc, prova que não é só fruto da ignorância mais atroz e atrevida, mas é a prova cabal da maldade do Homem contra a vontade de D-us.
Temos de lutar contra esse mal, todos os cristãos, messiânicos e Judeus juntos temos que promover a verdade da Toráh ao mundo reconhecendo que é dos judeus que vem a Salvação, desde Abraão, Isaac, Jacob (Israel), Moisés e Jesus.

sábado, 21 de agosto de 2010

20% dos Portugueses descendem de Judeus

Em Portugal, um dos países mais católicos da Europa, sabe-se das origens judaicas de muitas das gentes da população. Mas este conhecimento é limitado a uma minoria informada e culta, pois a maioria dos portugueses desconhece este facto, que por sinal foi revelado num estudo publicado pelo “The New York Times”, e a University of Georgetown, EUA, Onde o Prof. Jonathan Ray diz que cerca de 20 por cento da população portuguesa descende de judeus sefarditas, estudo feito com base em investigações no ADN das populações da Península Ibérica, ficou registado que 20 por cento dos portugueses e espanhóis são de origem judaica e 11 por cento de origem árabe e berbere. Essa disseminação da população judaica na Península deveu-se a três factores:

- 1º no Império Romano, onde a Diáspora força a fuga para terras distantes de Judeus expulsos de Israel após a destruição do Templo de Jerusalém.

- 2º Na conquista árabe no séc. XII os judeus mantiveram a sua liberdade e se desenvolveram em igualdade aos muçulmanos numa primeira fase, depois foram perseguidos e se espalharam pela península, e arabizaram os seus nomes.

- 3º A conversão forçada de centenas de milhares de judeus nos séc. XIV e XV, adoptando nomes e sobre-nomes portugueses, bem como impondo os costumes alimentares (daí vem a alheira e a farinheira – enchidos para fingir o consumo de carne suína).

Eram no entanto identificados e chamados de Cristãos Novos, termo com cariz pejorativo e claramente marginalizador, muitos foram destituídos dos seus bens, e famílias foram separadas, levadas para diversas possessões coloniais portuguesas.Contrariamente aos restantes países do mundo, Portugal, paradoxalmente com a sua cultura marcadamente católica, tem nas suas origens o sangue judeu. Já mesmo antes da conquista Romana, a península Ibérica era na Bíblia chamada de “Társis”, onde por sinal havia já uma colónia Judaica considerável. Em Lisboa na Altura do Reino do Al-Andaluz, a população Judaica era superior em número à população muçulmana e cristã (na altura denominada de moçárabe). Os judeus à altura adoptavam nomes hebraicos, mas com o aumento da pressão islâmica na península passaram a usar nomes árabes, e até grandes Rabis escreveram obras literárias em árabe, como por exemplo o Sepher HaZohar, foi inicialmente escrito em árabe por Maimonides.A tradição popular portuguesa indica que as famílias com apelidos associados a árvores, flores ou vegetais são, supostamente, de origem judaica, embora na realidade com a conversão forçada dos judeus (Bnei Anussim significa Filhos dos Forçados) passaram a adoptar sobre-nomes tipicamente portugueses para não sofrerem preconceitos. Hoje não é frequente um português assumir as suas origens judaicas, como fez por exemplo o antigo presidente da Câmara de Lisboa, Cruz Abecassis, o Antigo Presidente da República Jorge Sampaio, ou mais anteriormente, o capitão Barros Basto e os escritores Fernando Pessoa e Camilo Castelo Branco, entre outros. No entanto a população desconhece as bases do judaísmo ou da história hebraica de Portugal.Fonte: Jornal Digital (Portugal), The New York Times

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Shabbat Shalom para todos - שבת שלום לכל

Está próximo o Sábado, e aproveito a todos os leitores do Blog para lhes desejar um Sábado de Paz (שבת שלום).

No entanto deixo aqui escrito considerações acerca do Sábado.

Hoje deparei-me com a seguinte pergunta. É verdadeira a Bíblia?
Ou será apenas uma parte da verdade?
Em geral todo o cristianismo, quer o catolicismo quer a ortodoxia ou as igrejas evangélicas afirmam categoricamente que a Bíblia é a verdade, como tal é infalível e não deve ser posta em causa.
Pois bem, temos então que a Bíblia Sagrada é verdadeira em tudo o que diz e tida como infalível; Mas se ela é verdadeira é no todo ou será em parte? Será que há partes que não serão tão verdadeiras, ou menos importantes?
Não, é a resposta do clero cristão, que afirma que a Bíblia Sagrada é toda ela válida quer no Antigo Testamento quer no Novo.
Ora se é válida no seu todo, temos pois que o Antigo Testamento e o Novo Testamento são válidos de igual modo porque fazem parte de um todo que é a Bíblia Sagrada; Mas aqui nasce mais uma questão, que é a saber se no Antigo Testamento, há algo que não seja válido? A resposta é a mesma, tudo é válido por ser a palavra de D-us, logo é a verdade.
Então porque é que essa verdade não é observada da mesma maneira? Porquê é que igrejas cristãs têm visões e tradições diferentes referentes ao Antigo Testamento?
Ou por outras palavras, porque não são praticados da mesma maneira os Dez Mandamentos, porque uns são anulados, outros substituídos ou divididos e interpretados de maneiras diferentes?
É aqui que aparece o cerne da questão como por exemplo o não praticar o Shabbat, sendo que é uma ordem bíblica, e que não foi anulada. Não se encontra no Novo Testamento, quer seja por ordem de Jesus de Nazaré quer seja pelos apóstolos a substituição do sábado.
Os adventistas do Sétimo dia, respeitam esta norma, bem como a alimentação Kosher, alguns católicos reconhecem o erro de se ter eliminado o Shabbat, mas no entanto não se fez nada para corrigir este erro, à excepção dos Hebreus-Católicos espalhados pelo mundo. Que embora fiéis à Igreja Católica também o são aos preceitos bíblicos.
Outro erro foi a introdução de imagens na igreja católica romana, que foge assim à regra de não adorar imagens, infligindo o segundo mandamento. Como correcção o segundo mandamento foi eliminado na catequese, dividindo assim o 10º em dois mandamentos. (ver o Catecismo da Igreja Católica)
Ninguém na Tanack e no Novo Testamento mandou que se abolissem os 613 mitzvot, resta saber se de facto quem os deverá praticar ou quem estará isento de os observar.
Shalom Alechem

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